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CINQUENTENÁRIO DE FALECIMENTO

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Caríssimos amigos, em anexo foto e texto em comemoração

ao Cinquentenário de Falecimento de meu Pai, Alfredo Mesquita Filho.ita

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Dia 12 de abril passado fez cinquenta anos do desaparecimento do maior líder político municipal da terra de Auta de Souza. Uma vida pública exercida ao longo de mais de quarenta anos impossível ser memorizada de uma ou duas vezes. Quase sempre fatos isolados ou esquecidos emergem e são lembrados, aqui e acolá, por mentes privilegiadas que ajudam a moldar o perfil de quem já se foi, mas que deixou inesquecíveis lições de vida. Assim foi Alfredo Mesquita Filho, ex-prefeito de Macaíba (três vezes) e ex-deputado Estadual, também por três legislaturas, que nasceu em 23 de maio de 1901.

O traço predominante de sua personalidade era o despreendimento, o despojamento de bens materiais ou vantagens que lhes fossem, porventura, oferecidas. Esse legado grandiloquente de sua vida tive poucas chances de narrá-lo em várias notas biográficas que produzi, principalmente por ocasião do seu centenário de nascimento.

01) Integrava uma prole de seis irmãos herdeiros de um rico patrimônio em fazendas, rebanhos, lojas de tecidos e dinheiro quando sobreveio a morte do seu pai. Como não poderia deixar de ser, ocorreram inúmeras discussões e disputas entre os irmãos pelo espólio. Ao receber o seu quinhão percebeu que dois dos seus irmãos litigavam pessoalmente e na justiça, insatisfeitos pelo que lhes coubera. Numa atitude inusitada, ofereceu “de mão beijada” a sua parte na Loja Natal Modelo aos dois contendores e com isso sepultou a dissensão dos manos José e Vicente Mesquita.

02) De outra feita, lá pelo final dos anos quarenta, presenciou a firma Santos e Cia Ltda, pertencente ao seu grande amigo José dos Santos, atravessar seriíssimas dificuldades de crédito, além de outros problemas que inviabilizavam a organização. Desfrutando de excepcional prestígio político e pessoal nos governos pessedistas de José Varela, no Rio Grande do Norte, e de Eurico Gaspar Dutra, Presidente, através de Georgino Avelino e João Câmara, conseguiu no Rio de Janeiro, capital da República, a recuperação econômica da empresa, tornando-se credor da gratidão e do profundo reconhecimento da família Santos. Seu José, português, homem honrado e líder do grupo, convidou Mesquita para ser sócio da firma. “Não posso ser sócio se não tenho capital nem ações para tal objetivo”, foi a sua resposta.  “O que você fez é bem mais do que todos esses papéis”, retrucou o velho José dos Santos. “Mas não posso aceitar”, concluiu Alfredo Mesquita e encerrou o assunto. Creio que Geraldo Ramos dos Santos e José dos Santos Filho conhecem o episódio.

03) No plano político, menores não foram os exemplos do seu desapego às ofertas ou benesses que pudessem lhe trazer vantagens ou significar se curvar aos poderosos. Lembro-me que no governo de Aluízio Alves, em 1965, recebeu uma missão chefiada pelo economista Roosevelt Garcia com o fito de oferecer-me um cargo de fiscal de rendas, em troca do abrandamento de sua atuação política no município para beneficiar a candidatura do Monsenhor Walfredo Gurgel. A resposta só não foi truculenta em respeito ao emissário, que era um dos seus sobrinhos prediletos. E assim perdi a missão de arrecadar tributos.

Testemunhei todos os percalços do seu itinerário político. Presenciei traições, acompanhei revoltas mas nunca vi seus olhos marejados indicando sofrimento. Vi uma vez, duas lágrimas escorregando no seu rosto. Foi em 1964. Quando criminosamente ousaram derrubar a casa onde havia nascido Auta de Souza. Era como se visse um pedaço do seu passado jogado no lamaçal da história.

Neste dia comecei a ver nos olhos de “seu” Mesquita, um mundo novo que invadiu o meu destino. E que ensinava Jesus Cristo: “os olhos são as janelas da alma”.

Naquele dia meu pai abriu uma nova janela que hoje possui o nome de gratidão e o sobrenome de saudades.

 

Major Antonio Andrade

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Pe. Joao Correia de Aquino (Monsenhor Aquino)

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- Dados pessoais e funcionais do Monsenhor Aquino
(Pe. João Correia de Aquino)

Nascido na cidade de Pau dos Ferros, região oeste do Rio Grande do Norte, em o3.06.1920, é o 15º rebento de uma família classe  média constituída de uma prole de 18 filhos gerados pelo casal Manoel Alexandre de Aquino e Júlia Correia de Aquino, ele, agropecuarista de origem portuguesa e ela de prendas domésticas, descendente de Joaquim José Correia  - Homem público de projeção no cenário político em fins do século dezenove e começo do século vinte.

De formação cristã conviveu na sua infância e pré-adolescência, sob os cuidados atentos do lar, sempre inclinado a pretensões religiosas.

Seus passos preliminares na busca do saber foram orientados nas salas do Grupo Escolar “Joaquim Correia”, da sua cidade, entidade edificada por seu avô materno quando de suas proveitosas gestões administrativas naquela época. Com pouca idade, ainda, matriculou-se no Colégio Marista de Natal, mas logo no ano seguinte, transferiu-se para o Seminário de São Pedro, em Natal, efetuando sua iniciação vocacional.

Depois de freqüentar o Seminário Maior em Fortaleza, ordenou-se padre na Diocese de Natal no dia 19 de novembro de 1947.

Última atualização ( Seg, 19 de Novembro de 2012 15:25 ) Leia mais...
 

Joao Camara

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João Severiano da Câmara (Taipu, 8 de março de 1895 — Natal, 12 de dezembro de 1948), mais conhecido como João Câmara, foi um agropecuarista, comerciante, industrial e político brasileiro que foi deputado estadual no Rio Grande do Norte e senador pelo mesmo estado.

Fazendeiro, criador de gado e plantador de algodão, exportador e industrial, desempenhou papel fundamental na criação e desenvolvimento do município de Baixa Verde, hoje João Câmara, sendo seu primeiro prefeito.

Em outubro de 1934, foi eleito para a assembléia constituinte do Rio Grande do Norte pelo Partido Popular (PP), sendo um dos signatários da constituição estadual de 1936.

Com a implantação do Estado Novo, teve seu mandato extinto, em novembro de 1937.

Redemocratizado o país, elegeu-se senador em janeiro de 1947 pelo PSD, do qual foi um dos fundadores em seu estado.

Quando faleceu, era um dos nomes cogitados para concorrer ao governo.

Períodos Legislativos da Terceira República - 1937-1946

Última atualização ( Seg, 19 de Novembro de 2012 15:45 ) Leia mais...
 

Olimpio Maciel condecorado com Merito Santos Dumont

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Última atualização ( Sáb, 04 de Fevereiro de 2012 20:54 )
 
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