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Fieis se despedem de Mons. Americo

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Depois de lutar quase seis meses contra um câncer no intestino o Monsenhor Américo Vespúcio Simonetti, 79 anos de idade, não resistiu ao tratamento e morreu no início da manhã de ontem (05.10.2009), no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró. A luta contra a doença teve fim exatamente às 4h35 quando a equipe médica declarou sua morte, decorrente de insuficiência respiratória aguda, embolia pulmonar e carcinomatose peritoneal (câncer). A morte do homem que revolucionou a comunicação da Diocese de Santa Luzia com a população, através da criação da Rádio Rural de Mossoró, pôs fim a um legado.

Durante todo o tratamento a força e lucidez do religioso - que iria completar 80 anos no próximo mês – chamavam a atenção dos fiéis. Nos últimos dias, monsenhor América chegou a fazer reuniões, dentro do quarto de hospital, para definir atividades referentes a organização da Festa de Santa Luzia deste ano. “Na verdade ele era a coluna da Igreja em Mossoró. Um homem servidor, dedicado e antenado com o mundo. Foi muito importante em questão da comunicação da igreja com a população. “Um ícone”, comentou o vigário-geral da paróquia de Santa Luzia, padre Flávio Augusto Forte de Melo. A Diocese decretou luto oficial durante três dias.

De manhã o corpo do religioso foi levado para Assu, para ser velado por parentes e amigos até o meio-dia. À tarde o corpo foi trazido para a Catedral de Santa Luzia onde permanece até a manhã de hoje (06.10.2009). Fiéis, amigos e familiares lotaram a catedral durante toda esta segunda-feira, prestando uma última homenagem ao monsenhor. O sepultamento será hoje, na capela do cemitério São Sebastião Batista. Antes, o bispo de Mossoró, Dom Mariano Manzana, vai celebrar missa de corpo presente, a partir das 8h.

Dom Mariano Manzana destacou que Américo Simonetti sempre esteve envolvido em projetos interessantes para o desenvolvimento de Mossoró, como a criação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), da Rádio Rural e da Festa de Santa Luzia. “Ele deixou um legado importante, que sempre será lembrado pelos mossoroenses”, disse.

Em nota oficial, a prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, destacou o padre Américo como “uma das personalidades mais marcante da história da Igreja Católica de Mossoró”. A governadora Wilma de Faria prometeu estar na cidade para das despedidas ao religioso.

Embora fizesse o tratamento médico regularmente, o organismo não respondeu bem aos medicamentos usados na quimioterapia oral. Em outros casos, de acordo com médicos oncologistas, as chances de sobrevida são grandes em pacientes com este tipo de câncer. “Ele foi um gigante. Mas a idade estava avançada e passou a ficar bem debilitado”, disse o médico Cure Medeiros, que acompanhou a passagem do religioso pelo hospital.

Grande parte do tratamento de quimioterapia foi realizada em Fortaleza, mas há poucos meses monsenhor Américo decidiu voltar a Mossoró.

TRAJETÓRIA

Juventude
Nascido em 21 de dezembro de 1929, em Assu, Américo Vespúcio Simonneti começou sua história com Mossoró logo nos estudos do primeiro grau, no Seminário Santa Terezinha.Depois foi para o Seminário de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, onde cursou filosofia e teologia.

Sacerdócio
Graduado em Teologia, era também licenciado em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco, com especialização em didática do ensino superior. Em 2 de dezembro de 1956 foi ordenado sacerdote em seguida nomeado vigário cooperador do Mons. Júlio Alves Bezerra, na Paróquia de São João Batista de Assu. Em 1962, Pe. Américo foi chamado pelo Bispo Diocesano, Dom Gentil Diniz Barreto, para assumir, em Mossoró. A Coordenação da Ação Pastoral na Diocese.

Festa de Santa Luzia
Em 1980 foi nomeado Pároco da Paróquia de Santa Luzia, onde um de seus maiores feitos foi resgatar a Festa de Santa Luzia, ajudando a transformá-la em um dos eventos religiosos mais importantes do Estado.

Educação
Participou das ações implementadas por João Batista Cascudo Rodrigues, para fundação da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte na qual foi professor durante vários anos. Foi um dos fundadores da UERN participando ativamente da criação do Curso de Serviço Social.

Rádio Rural
Com o apoio do Bispo D. Gentil Diniz Barreto trabalhou para ver criada e instalada em 1963, a Rádio Rural. À frente da rádio mobilizou durante muito tempo a cidade e a região, com promoções como: A Feira da Providência, o Festival dos Municípios e o Concurso A Mais Bela Voz.

 

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