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Manuelito Pereira do Santos Magalhães Benigno

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Centenário de nascimento de Manuelito
Homenagem do ICOP - 2010

Texto cedido pelo jornalista Paulo Pinto

Breve Perfil 

Meu nome é Manuelito Pereira dos Santos MAgalhães Benigno, ou mais simplesmente Manuelito Pereira.

Nasci em Fortaleza a 17 de agosto de 1910 e cheguei a Mossoró no dia 4 de outubro de 1933, já como profissional da fotografia, a convite da família Escóssia, para trabalhar no Foto Escóssia, que na época era o fino da cidade.

Casado com D. Maria Sila Barbosa Pereira, também cearense, dos Macambires de Canindé, constituí uma família mossoroense de 5 filhos dos quais somente dois estão vivos e 6 netos todos estudando na capital do Estado, sendo que quatro deles já são acadêmicos de engenharia, em diversos ramos.

Iniciação na Fotografia

Iniciei-me na arte fotográfica em Fortaleza, era aprendiz do "Foto Sales". Depois passei por diversos outros estúdios e em 1930 já era considerado um profissional.

Recebi convite de Augusto da Escóssia para trabalhar no foto de propriedade de Lauro da Escóssia e para aqui desloquei-me fixando-me até hoje.

Deposi do Foto Escóssia ainda trabalhei com José Otávio para finalmente instalar-me por conta própria.

Foi no ano de 1942, num sábado de carnaval, que inaugurei meu estúdio próprio na praça Vigário Antonio Joaquim onde está até hoje, com o nome "Foto o Manuelito".

Consegui ao longo dos anos ser considerado o "fotógrafo nº1 da cidade" o que só me dá motivos de satisfação e orgulho. Até hoje mesmo depois de arrendado o estúdio continua com a mesma denominação, mantendo a tradição do nome feito com muito trabalho, sacrifícios e amor a arte.

Também para mim é motivo de orgulho poder dizer que encaminhei muitos dos meus ex-empregados que hoje são donos de estúdios fotográficos, aqui e em outros lugares. Esse fato realmente me envaidece, e faço votos de que todos progridam e sejam felizes.

Mesmo com a minha aposentadoria continuo sendo um  amante da arte, pois a fotografia é uma coisa que empolga a gente e faz a gente gostar e se apaixonar pelo que ela pode dar e ensinar.

Memórias

Tenho muitas lembranças acumuladas de minhas atividades como fotógrafo nesta cidade, que guardo com muito carinho através de um arquivo que consta de 40.000 chapas que contam uma grande parte da vida de Mossoró.

Acompanhei através da fotografia o desenvolvimento social, político, cultural e econômico do município por quase meio século.

Fotografei a vida e a morte, alegrias e tristezas.

Registrei a passagem de diversos Presidentes da República, entre eles: Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Eurico Dutra, Jânio Quadros, João Goulart, Costa e Silva. Ministros do Estado, Governadores, Prefeitos, políticos em geral, misses e diversas personalidades do mundo artístico e cultural, pela terra Santa Luzia.

Este arquivo não tem preço por que faz parte de minha vida, e é a minha verdadeira memória - afinal não é em vão que dizem que a fotografia são os olhos da memória.

Eu o considero como uma obra de grande valor artístico e cultural, e estarei sempre disposto a contribuir com essa fonte de informações para pesquisa para aqueles que se dispuserem a escrever a história de Mossoró nos últimos 40 anos.

Ele guarda as imagens do próprio caminhar de Mossoró pequena, em busca da grande cidade que é hoje. Esta obra de grande valor estará à mostra daqueles que se dispuseram a conhecer. É como se fossem um Museu da Imagem.

Ontem e Hoje

Fazer um comparativo da arte fotográfica de 1930 para 1977 seria uma longa explanação. Contudo vale ressaltar a diferença das técnicas e recursos durante essas quatro décadas. Acompanhei de perto essa evolução e de acordo com os recursos técnicos que consegui assimilar me considero realizado na profissão.

Manuelito Pereira, 1977

 
 Natal/RN - Brasil,