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Saudacao a Albanita Soares de Macedo

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ACADEMIA DE MEDICINA DO RN
Saudação a Albanita Soares de Macedo

A tarefa de saudar, pela Academia de Medicina, um novo membro que passa a integrar esta instituição a partir de agora, me engrandece de uma forma singular; e expressar as boas-vindas a uma colega da dimensão de ALBANITA LEITE SOARES DE MACEDO é honra, é prêmio, é desmesurada distinção, é um legítimo privilégio e sou convicto de que somente me encontro nesta situação por conta da magnanimidade da nova acadêmica. Seguindo a determinação da natureza humana, que impõe que as interpretações dos fatos se dão atendendo aos interesses pessoais, conscientes ou inconscientes, sinto que estou em vantagem perante a bem-vindaALBANITA, pois se o Criador me forjou infenso a vaidades e despido de orgulhos, concedeu-me a capacidade de sentir privilégios como este, que não sei descrever mais sinto transbordar do meu espírito. Dra. ALBANITA, o termo é exatamente privilégio, pois estou falando como representante de uma plêiade; aqui temos acadêmicos de respeitável produção científica e intensa atividade literária e, como sou certamente o menor dentre eles, a pouca estatura intelectual que carrego limita-me no cumprimento da incumbência de saudá-la à altura do seu valor pessoal, do seu nível intelectual, do seu cabedal científico, da sua capacidade técnica na medicina, da sua competência médico-assistencial e da sua qualidade como professora; a comunidade médica do nosso estado e as pessoas que receberam a graça do seu atendimento profissional reconhecem que as características e as aptidões aqui citadas se assestam em grau máximo na sua figura de mulher, de médica e de cidadã.

A Dra. ALBANITA nasceu, mora e trabalha em Natal, enriquecendo desde cedo a nossa capital através do seu pendor para o estudo, para o trabalho e para o ensino, atividades nas quais sempre destacou, mercê da sua brilhante inteligência, da sua capacidade laboral e do seu amor pela medicina. Gosta tanto de estudo e de saber que cursou contabilidade, depois odontologia e, em seguida medicina, sendo simplesmente a laureada nesse curso, que a lançou na profissão em que fez Residência, Mestrado e Doutorado e, principalmente, um nome respeitado, admirado e querido. A sua trajetória como professora estende-se do segundo grau a cursos de especialização acadêmica na área que escolheu para atuar profissionalmente. Fui agraciado em receber aulas suas no curso de medicina em duas oportunidades – na disciplina de anatomia, colaborando com o mestre Hiram Diogo Fernandes e na Maternidade Escola Januário Cicco, na equipe do Prof. Leide Morais. Muitos mestres e doutores em medicina receberam a sua orientação, e não por acaso esta mulher que hoje vem iluminar a Academia de Medicina do Rio Grande do Norte tem sido homenageada e reverenciada constantemente por turmas de médicos tanto na graduação como na especialização em medicina. Agora, ALBANITA, você chega a esta casa trazendo a sua imensa bagagem científica e cultural recheada com a sua esmerada educação, que se expressa no comedido gestual, no seu sorriso espontâneo, na afabilidade da sua fala e nas suas atitudes que sempre inspiram confiança.

Nada do que é bom pode ser considerado em excesso. Refiro-me aqui ao alentado currículo desta acadêmica, cuja extensão e conteúdo emprestariam importância e renome a qualquer médico em qualquer lugar, mas para ALBANITA LEITE SOARES DE MACEDO, todas as titulações, prêmios, comendas e homenagens ali contidos são secundários ao seu valor pessoal. Tomo a meu gosto a licença para nominar pouco, mas que acredito representativo, do que consta como galardões conferidos a ela: COMENDA ONOFRE LOPES, MEDALHA CLARA CAMARÃO, MEDALHA NISIA FLORESTA. São honrarias maiores na nossa terra em diferentes campos de atividade social, dificilmente alcançáveis por quem não almeja púlpitos e nem busca exposições. A área preferencial desta médica é caracterizada pelo recato e pela modéstia, que se somam ao princípio cristão da humildade, com o qual se impõe aos colegas e aos seus alunos, e pelo acolhimento e proteção que dedica às pacientes que atende.

A nova acadêmica comparece regularmente aos congressos da sua especialidade, sejam no âmbito regional, nacional ou internacional; frequentou dezenas de cursos tanto na especialidade-mãe que abraçou e que exerce com maestria, como em diversas áreas de atuação pertinentes; produziu e publicou dezenas de trabalhos científicos; proferiu conferências e palestras em diversos eventos da tocoginecologia e de suas áreas de atuação; exerceu chefias de serviços de graduação em medicina e de serviços assistenciais e de formação e especialização em obstetrícia e ginecologia; no patamar da carreira docente universitária – a banca examinadora, a Dra. ALBANITA marca constante presença na avaliação de teses e trabalhos de colegas candidatos a títulos e a reconhecimento profissionais. Mas tenho certeza de que todos esses trunfos não representam muito para ela, quando cotejados com o valor que lhe é mais intrínseco, mais caro e sempre cultivado ao longo da sua vida profissional – a prática médica. O que faz realmente está médica feliz, realizada e em paz consigo é o exercício da medicina, o que lhe é naturalmente facilitado pelo preparo intelectual e científico que detém.

Há uma diferença importante e, por vezes, um distanciamento infeliz entre o conhecimento de medicina e ser médico; muitos profissionais carregam grandes conhecimentos científicos da medicina e são incapazes de ser bons médicos,

enquanto que outros colegas, detentores de conhecimentos mais limitados, se mostram excelentes na assistência aos pacientes e isso é o que interessa à população, constituindo-se no objetivo maior da profissão; tal realidade se deve ao fato de que as pessoas medianamente inteligentes podem aprender quase tudo e qualquer coisa, inclusive medicina; quanto a ser médico de verdade, são imprescindíveis além de aptidões e habilidades, o dom e o talento específicos, e o principal: gostar de gente; sem o amor ao próximo e o sublime sentimento de solidariedade, não há como ser um bom médico.

Lima Barreto, em sua obra ‘’Cemitérios dos Vivos’’, assim se refere ao atendimento que recebeu: ‘’É bem curioso esse Roxo. Ele me parece inteligente, estudioso, honesto; mas não sei por que não simpatizo com ele. Ele me parece desses médicos brasileiros imbuídos de um ar de certeza de sua arte, desdenhando inteiramente toda a outra atividade intelectual que não a sua e pouco capaz de examinar o fato por si. Acho-o muito livresco e pouco interessado em descobrir, em levantarum pouco o véu do mistério – que mistério! – que há na especialidade que professa. Lê os livros da Europa, dos Estados Unidos, talvez; mas não lê a natureza. Não tenho por ele antipatia; mas nada me atrai nele. ’’ É a descrição perfeita do que sente um paciente quando percebe que o médico não se interessa por ele, pelo seu sofrimento; tal profissional pode saber muita medicina, mas não sabe ser médico.

O ideal é que o médico saiba muito de medicina esse interesse mais ainda pelas pessoas. E é o que felizmente temos reunidos na médica ALBANITA LEITE SOARES DE MACEDO, correspondendo integralmente ao preconizado nesta Academia, que agora a acolhe na sua casa; Albanita sabe medicina e muito; das bases anatômicas até os mais avançados e atuais conhecimentos científicos que facilitam os diagnósticos mais precisos e proporcionam as terapêuticas mais eficazes, em virtude da sua incessante busca por conhecimentos e incansável atividade profissional. Mas Albanita tem uma qualidade adicional, que é fundamental para uma boa prática médica: carrega consigo o sentimento da solidariedade; é impregnada de amor ao próximo, enfim gosta de gente; Albanita, aqui estão colegas seus contemporâneos e ex-alunos; colegas e amigos; entre seus agora confrades também se encontram colegas de magistério e de especialidade, médicos de origens, de formações e de atividades diversas e, mais certamenteainda, você encontrará admiradores, todos nós, da sua pessoa, do seu exercício profissional médico e reverentes à importância da sua pessoa para a medicina potiguar.

Na sua arte de partejar, você trouxe muita gente ao mundo, com cuidado, acolhimento e amor; como participante de nascimentos, parteira também é mãe; nada mais próprio e adequado, por tanto, do que recebê-la entre nós na antevéspera do dia das mães. Albanita, colega, amiga e confrade, não precisa

dizer “Ô de casa!” pois não poderemos responder “Ô de fora!” você já é daqui, não é visita, é dona. Entre, nos abrace e nos ilumine.

 

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