Instituto José Maciel

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Solar Caxanga: Casa da Memoria Macaibense

Nicho onde se abriga hoje uma parte significativa da memória potiguar, o Solar Caxangá, datado de 1850, com seu despojado visual colonial a que não faltam elementos arquitetônicos encontráveis em cidades como Olinda e Ouro Preto, é um dos sítios históricos mais bem preservados de Macaíba, nos dias de hoje. Sua fachada cativa de imediato os visitantes e curiosos, que vêm vê-lo de perto, graças ao traçado primitivo de suas portas e janelas, ao pátio de ladrilhos retangulares alternadamente claros e escuros, ao gracioso portão de ferro de barras verticais, encimado por um frontão clássico, composto de arabescos de traçado sinuoso e simétrico, encravado em pilares homogêneos da mesma altura e que parecem sugerir uma passagem secreta que leve diretamente ao passado do seu esplendor: o tempo dos senhores de escravos, das casas-grandes e senzalas, das sinhás e das mucamas, dos engenhos de açúcar e das fazendas de gado cujos limites, a perder de vista, serpenteavam rios, pradarias e arvoredos.

Mas é no interior do Solar Caxangá, cuja localização dista de menos de um quilômetro da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, que se encontra um dos mais variados, valiosos e bem documentados acervos museológicos do Rio Grande do Norte, no qual se podem ver coleções de fotografias, bustos de personalidades da vida pública e cultural do Estado, bibliotecas de escritores e poetas, objetos de época, como gramofones, discos de vinil, mós de moinhos de engenho, registros cartoriais, manuscritos etc.

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Solar Caxanga por Anderson Tavares

Em 1850, o Coronel da Guarda Nacional Estevão José Barbosa de Moura (1810-1891), deputado provincial, presidente da Província do RN por três vezes, construiu a primeira ponte sobre o Rio Jundiaí e abriu a estrada Macaíba / Natal, via Mangabeira, tudo por conta própria. Terminou a contrução de um casarão moldado em estilo Colonial Português, para sede da sua Fazenda Barra (primeira denominação de Caxangá).

Fato é que, a Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante, em sessão do dia 20 de fevereiro de 1850, tomou conhecimento da representação do mesmo Coronel Estevão, ao presidente da província, contra seu vizinho da Fazenda Coité. (hoje Macaíba) Capitão Francisco Pedro Bandeira de Melo, o qual possuia sua casa em lugar central no Largo das Cinco Boca; onde atualmente uma loja de móveis ocupa o espaço. É que o capitão estreitara a estrada que desce para o porto de Coité. Em 28 de fevereiro de 1850, a Câmara, tendo em vista a informação do fiscal, ordenou que Bandeira de Melo recuasse a cerca do Coité.

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Solar Caxanga - Instituto Jose Maciel

   
 Natal/RN - Brasil,