Instituto José Maciel

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Luiz Romano

Written by Administrator On Ter, 25 de Julho de 2017 16:14

Mais um livro de Luiz Romano. Caboverdense, pariense, homem do deserto, natalense, macaunse, sei mais lá! Cidadão do mundo. Pátria de todos. Homem universal no seu fabuloso e sincero amor pela humanidade. Sua aventura humana é um prodigioso espanto de aventura. Linguas, pessoas, paisagens. Sede nos olhos e na alma de conhecer o grande mundo de Deus. Suas terras e águas. Seus altos céus incandescentes ou frios. E o coração ávido de buscar o outro irmão, branco ou negro, vermelho ou amarelo. O homem na verticalidade infinita que busca, as vezes, mais que um deus somente. O Homem semente a despontar numa folhagem basta, diversa, a ter que se comunicar, se fazer uma copa de árvore enorme cobrindo a terra de todos.

Luiz Romano, agora, vem com novo livro. Nova mensagem. Poderia escrever sobre o branco da primeira folha, os versos de Régio: “Não sei para onde vou / não sei por que vou. / Sei que não vou por aí!”

Sabe que não deve e nem pode parar. Quer acima dos ventos erradios dessa tormenta dos dias presentes fazer com seus irmãos todos. Abrir-lhes um caminho onde todos passavam e a ventura da vida ou aventura, seja no rastro de astros caídos ou passos de viajantes, um mundo novo a construir sobre escombros.

“Que vale chorar sobre ruínas?”

“Clima” – seu livro, diz da sua alma fabulosa, com todos os espantos que viu, incompreensões que provou, os solitários acampamentos de um povo errático e pernumbroso; alma que apenas e tão somente precisa saber que tem ao seu lado um irmão. E com o milagre desta descoberta, reconstruir a Casa, que tendo muitas moradas , como no Evangelho, caberá todos.

Mas, Luiz Romano, tem muito mais. Tem a ser conhecido e sentido nas grandes medidas da sua amizade. E ouvir-lhe os causos todos, estórias, viagens. Alma transbordante de marinheiro, Romano conhece as sete partidas de meu Deus. Seus portos, os vinhos, os quentes licores, céus e luas, os finos estrelários, pólos, rios e águas de mar. Ler “Clima” é conhecê-lo grande parte. Ele, que à maneira de Exupery, poderia chamar a noite de morada...

Newton Navarro - 08/11/1963

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Laly Carneiro Meignan

Written by Administrator On Ter, 25 de Julho de 2017 15:41

  • 1965 – Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Norte.
  • 1966 – Laly Carneiro é auto-exilada na França.
  • 1967 – Conhece um conde francês com quem se casa e automaticamente recebe o título de condessa.
  • 1969 – Foi escolhida assistente substituta no Hospital Bicetre, na França, onde exerce o cargo até 1973.
  • 1975 – Foi nomeada médica responsável pela Unidade de Reanimação do Centro Hospitalar Saint Anne.
  • 1979 – Foi nomeada Chefe do Serviço de Anestesia-Reanimação do Centro Hospitalar Saint Anne.

TÍTULOS E CONDECORAÇÕES

  • Membro da Academia Européia de Anestesia.
  • Membro da Associação de Neuroanestesia-reanimação de Língua Francesa.
  • Membro da Sociedade Francesa de Anestesia, Analgesia e Reanimação.
  • Membro do Conselho de Administração da Associação Internacional de Anestesia-reanimação de Expressão Francesa.
  • Vice-presidente do Colégio Nacional dos Pacientes Hospitalares em regime de tempo integral dos hospitais não universitários da França.
  • Membro do Who‘s Who In The World (Quem é Quem no Mundo).
  • Condecorada com a Cruz "Pro Mérito Melitense", da Ordem Militar e Hospitalar de Malta.
  • Considerada medica expert em anestesiologia pela diretoria de farmácia e do medicamento do Ministério da Saúde da França.

 

1965 – Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Norte.

1966 – Laly Carneiro é auto-exilada na França.

1967 – Conhece um conde francês com quem se casa e automaticamente recebe o título de condessa.

1969 – Foi escolhida assistente substituta no Hospital Bicetre, na França, onde exerce o cargo até 1973.

1975 – Foi nomeada médica responsável pela Unidade de Reanimação do Centro Hospitalar Saint Anne.

1979 – Foi nomeada Chefe do Serviço de Anestesia-Reanimação do Centro Hospitalar Saint Anne.

TÍTULOS E CONDECORAÇÕES

Membro da Academia Européia de Anestesia

Membro da Associação de Neuroanestesia-reanimação de Língua Francesa

Membro da Sociedade Francesa de Anestesia, Analgesia e Reanimação

Membro do Conselho de Administração da Associação Internacional de Anestesia-reanimação de Expressão Francesa

Vice-presidente do Colégio Nacional dos Pacientes Hospitalares em regime de tempo integral dos hospitais não universitários da França

Membro do Who‘s Who In The World (Quem é Quem no Mundo)

Condecorada com a Cruz "Pro Mérito Melitense", da Ordem Militar e Hospitalar de Malta.

Considerada medica expert em anestesiologia pela diretoria de farmácia e do medicamento do Ministério da Saúde da França.

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Honras a Ernani Rosado

Written by Administrator On Ter, 25 de Julho de 2017 15:22

A morte de um amigo sempre desperta uma amarga emoção de perda. À medida que a idade avança, o ser humano sente aumentar a lista de pessoas ligadas pelo afeto e pelo bem-querer que partiram para a eterna viagem. Mesmo com a repetição desses eventos tristes, ao longo do tempo, mesmo com a lembrança das palavras do Eclesiastes, quando diz haver tempo de nascer e tempo de morrer, a sensação de desalento é inevitável, face à perda de alguém da nossa afeição. É o caso da morte recente do colega e amigo Ernani Rosado. Todos os seus muitos amigos, solidários à profunda dor da família, com certeza viveram e ainda vivem o choque da notícia inelutável, já envoltos na saudade de um convívio fraterno, ameno, inteligente e afável, que a sua presença era capaz de despertar. E os seus clientes, aqueles que tiveram a vida prolongada graças aos seus sábios cuidados médicos, graças aos seus precisos e hábeis manejos de um bisturi? E os seus ex-alunos, aqueles que receberam lições de um verdadeiro mestre da medicina, não somente no âmbito da ciência, mas também nos ditames da arte e do humanismo? Estão todos abalados, no lamento sincero nascido da estima, do respeito e da gratidão.

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O Porto de Macaiba

Written by Administrator On Ter, 25 de Julho de 2017 15:06

Ali por metade do século passado, chegou às margens do Jundiahy, um pernambucano corajoso e empreendedor, a quem a precariedade dos negócios na cidade de Goyanna, obrigou a emigrar em busca de terra mais propícia. Essa terra foi o Arrayal de Coité, por ele fundado na margem esquerda daquele rio, cuja crescente prosperidade elevou-o a categoria de vila, já então com o nome de Macahyba, actualmente a velha cidade despojada de uma situação opulenta no comércio e na política.

Esse pernambucano foi o major Fabrício Gomes Pedroza. Na escolha daquele local há a considerar a visão do homem inculto, mas seguro na sua intuição. Não foi a esmo que ele se fixou naquele ponto. Antes de o fazer considerou as condições de distância do sertão, salubridade do logar, suprimento de água potável, via de comunicação constante e barata, sem o que sua corajosa iniciativa não poderia ter êxito.

Fixar-se em Natal, seria distanciar-se do interior longínquo, cidade aquele tempo de acesso penoso por via terrestre, devido ao extenso areial inacessível aos comboios que transportavam os pesados produtos da lavoura sertaneja.

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Residencia do Sr. Olympio Jorge Maciel

Written by Olimpio Maciel On Qua, 07 de Junho de 2017 15:48

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II Centenario dos os Martires Republicanos de 1817

Written by Administrator On Seg, 03 de Abril de 2017 16:31

Instituto José Maciel, em Macaíba, homenageia o II Centenário dos os Mártires Republicanos de 1817, Padre Miguelinho e André de Albuquerque Maranhão.

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Lembrancas abstratas

Written by Administrator On Seg, 03 de Abril de 2017 16:16

Fazia tempo, eu nem lembrava mais. É verdade que a memória, feito gavetão de cômoda de família, ainda guardava alguns traços, uns restos de olhar. Fazia tempo, repito. Afinal as lembranças são como as tardes das fotografias em porta-retratos sobre a mesa da sala. São tardes eternas.

E eu estava ali, mergulhando na cerveja um pouco da minha pobre liberdade de abandonar o regime e gritar, como um louco, abaixo os carboidratos, acima os doces. Poderia ter ficado ainda mais ou ter saído, mas acontece que a cena era absolutamente inesperada. E os acenos, os acenos, os acenos.

Fico olhando os candidatos ao namoro e vejo que o IBGE tem razão: há muito mais mulheres que homens na noite de Natal, que não é feliz, nem natalina. Que as nossas noites são mornas, lá isso eu sei. E posso assegurar, passada a visão e reconstituída a memória, que a noite de Natal não tem visões.

E nas minhas tardes eternas, quando revejo e revisito meus porta-retratos, termino quase sempre na direção do mar. Minha plena certeza de imensidão, minha cena perfeita que nunca apaga, a não ser as janelas fechadas porque adormeceram com o canto dos últimos bêbados, dos bem aventurados bêbados, segundo Dailor.

Fico assim a mexer nas coisas todas que estão nas gavetas. As fotografias, os álbuns, os recortes. Sim, os recortes de jornal. São como marcas, estações. Umas náufragas, como disse o poeta. Outras, as puras e simples estações de sonhos, onde não é proibido desejar nada, quase nada.

Todos nós temos um plano mágico, uma cidade absolutamente mágica. Como os pescadores que ouvem sereias e nunca revelam suas moradas. Como os agricultores que encontram medusas nas florestas e nos bosques, mas sempre retornam como se nada tivesse acontecido, como se a vida andasse a vagar na escuridão.

Daí a minha coleção de sonhos, as minhas pequenas lembranças. Não de muito tempo, que as emoções duram o tempo do gosto, do trago do cigarro, do uísque, do conhaque quente salvando alma dos calafrios das noites. E dos fracassos, frios fracassos que encheram poemas e transbordaram boleros imensos.

Quando venci a noite e cavalguei a madrugada, dei com as emoções numa mesa de restaurante. E lá, a o sabor de conversas entre amigos, fui surpreendido pelo piano de Waldemar Ernesto acompanhando, sem querer e sem saber por que, todas as minhas lembranças. Naquela hora, ainda pensei em distribuir estrelas e embriagar-me de canções.{jcomments on}

Por: Vicente Serejo
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Vicente Serejo: a saudade dos tempos áureos no Reis Magos

Written by Administrator On Qui, 09 de Fevereiro de 2017 10:42

Talvez, Senhor Redator, falte a mim o que não vale tanto para os outros - uma saudade inútil de quem vai perdendo a sua cidade pouco a pouco. Quem sabe, coisa de quem não tem olhos modernos.

Devo ter trazido da infância essa mania de guardar, como se tudo coubesse nas gavetas de uma velha cômoda de família. Por isso cabem tão bem nesta moldura antiga os versos tristes do poeta Manuel Bandeira, na Última Canção do Beco, tão assim: ‘Vão demolir esta casa./ Mas meu quarto vai ficar...’

Leigo de tudo, principalmente das leis patrimoniais, culpo a nossa pobreza existencial por esse bom senso que acabou vencendo, e por isso a Justiça autorizou a demolição do Hotel Reis Magos. Sou contra, mas sei que a minha ausência não fará falta ao concerto de vozes saudando seu fim.

Vivi ali, lá longe, nos anos setenta e oitenta, tudo quanto um repórter de província pode viver e lembrar. É a jurisprudência dos afetos, o único ouro que me foi dado ter como herança nesses anos todos de vida.

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Momentos...

Written by Administrator On Ter, 31 de Janeiro de 2017 16:42

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Raul Ramalho e Glorinha Macena Ramalho

Written by Administrator On Ter, 31 de Janeiro de 2017 16:38

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Centenario do Historiador Jose Toribio Medina (Chileno)

Written by Administrator On Qui, 26 de Janeiro de 2017 16:28

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A Franca de Americo

Written by Administrator On Qua, 27 de Outubro de 2010 14:20

O escritor potiguar Américo de Oliveira Costa tinha um forte vínculo com a cultura francesa, a ponto de difundi-la em quase todos os seus grandes e pequenos atos. Desde as conversas familiares, debate em salas de aula aos livros que escrevia, havia sempre uma referência ao país europeu. “Américo de Oliveira é uma peça fundamental para a divulgação da cultura francesa no Estado”, disse Gileude Peixoto, presidente da Aliança Francesa de Natal.

Américo foi um dos responsáveis pela fundação da Aliança Francesa na capital potiguar e para comemorar os 100 anos de nascimento deste que foi um dos maiores escritores do Estado, a Aliança promove hoje, às 19h, uma edição especial do Sarau Poético, onde poemas cedem espaço para falas e depoimentos de homens e mulheres que conviveram e aprenderam com o escritor.

Personagens como a professora Noilde Ramalho, o artista plástico Dorian Gray Caldas, o médico e ex-presidente da Aliança Francesa, José Valério Cavalcante, deram depoimentos sobre Américo num vídeo que será exibido na noite de hoje.Dorian Gray disse  ao VIVER que Américo acompanhou a sua geração: “Ele Influenciou a nossa maneira de escrever e pensar. Ele era um modernista”.  O artista revela que foi aluno de Américo, que leu os seus livros e que tinha grande admiração por ele.

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Lançamento da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Written by Administrator On Qua, 11 de Janeiro de 2017 10:41


Dr. Olímpio Maciel, Ex-secretária de Educação do RN, Betânia Ramalho e Dr. Válerio Mesquita


Dr. Emanuel Cavalcanti, Dr. Olímpio Maciel e Escritora Cristina Maciel

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Parque Gov. Jose Varela

Written by Administrator On Qui, 05 de Janeiro de 2017 16:14

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Carlos Henrique Silveira

Written by Olimpio Maciel On Qui, 29 de Dezembro de 2016 16:03

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Olímpio Maciel

Written by Administrator On Ter, 31 de Maio de 2016 15:54

Diante dos últimos acontecimentos e das constantes mudanças de cenário na política de Macaíba, deixo aqui registrado, meu apoio irrestrito a qualquer decisão tomada pelo amigo Dr. Olímpio Maciel. Seu posicionamento nesse instante, não macula e jamais apagará o amor incondicional por Macaíba, nem muito menos os relevantes serviços prestados a Cultura e ao povo de nossa sofrida cidade.

Sua decisão tem suas razões próprias, e por isso deve ser respeitada.

Sai " temporariamente" de cena o político Olímpio Maciel, e permanece conosco, o homem íntegro, honrado, humilde e sempre amigo, Dr. Olímpio.

Permanece nesse momento a certeza de que ele nunca deixará de nos ajudar a articular caminhos para uma Macaíba mais justa e melhor.

Guedes Neto

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Papai, 20 anos de saudade!

Written by Administrator On Ter, 31 de Maio de 2016 15:40

Por: Guedes Neto

Minhas memórias ...
Quando eu muito perguntava, ele respondia: isso aqui é um botequim. Porém, eu observava mais do que ele imaginava. Era um “botequim” antigo, cercado de casinhas pintadas de cores fortes, o salão estreito e comprido, meio sombrio para os fundos; o calor, as réstias de luz caídas pelas frestas do telhado encardido, pareciam estrelas cortando o sol sem brilho. Num canto de parede, uma radiola de fichas, que insistia em tocar sempre a mesma música: um Tango para Tereza.

Os homens que por ali andavam, não pareciam ter pressa. Nem eu. Sempre que ia ao tal "botequim", observava e obedecia piamente ao meu pai, ficava sentadinho no batente de entrada. Ali arrastava o olho em todas as direções dos quase trezentos e sessenta graus vistos da minha posição “estratégica”. As noites eram quentes, e o calor aquecia os gritos que pareciam vir dos fundos do tal “botequim”. Lembro-me que tentei por vezes abrandar o medo que sentia, adoçando o ouvido com o insistente bolero, mas as pessoas entravam e saiam daquele lugar como se a música abrisse longos corredores, me passando a esquisita sensação de que algo não estava bem. O lugar era no mínimo incoerente, alguns dançavam, outros choravam, e outros tamborilavam tranquilamente com os dedos nas mesas as músicas que pediam repetitivamente, dando compasso e aguçando cada vez mais o meu olhar de criança.

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Eloy, o negro

Written by Administrator On Qui, 12 de Novembro de 2015 17:13

Não sei se foi desinformação ou esquecimento, e ainda que sem má fé. Ou, se o modismo do tema exigiu a pressa. O fato é que Thiago Gonzaga foi injusto, nas páginas do seu livro – ‘Presença do Negro na Literatura Potiguar & Outros Ensaios’, edição CJA, 2014, quando pareceu negar a Eloy de Souza a coragem sincera e orgulhosa de assumir sua negritude. Logo ele, o neto do vaqueiro Felix Potengi Pequeno, negro e aboiador magistral que apascentava os rebanhos nas ribeiras do Jundiaí.

É bem verdade que naqueles anos, mais de século, nem todos os submetidos a condições tão medonhas conseguiam ser vaidosos da negritude. Tanto mais, no caso dos Castriciano de Souza. Eles sabiam que, não fora sua razoável condição econômica herdade do pai, não teriam tido a formação de bacharéis. Foi o título de doutor que garantiu o respeito de uma sociedade discricionária que nos seus crivos de consagração social, e como é até hoje, não aceita negros e pobres sem cobrar pelo perdão.A literatura, sorriso da sociedade como queria Afrânio Peixoto, branqueava a pele dos literatos, até ainda as primeiras décadas do século vinte, e talvez até hoje. Se donos de alguma riqueza – de saber ou de bondade – era comum dizer-se dos pretos com alma branca, como uma fortuna, tal a intolerância. Eloy seria mais um caso se não tivesse registrado, tão terno, seu orgulho do avô negro nas memórias que deixou concluídas, mas só publicadas em 1975, há quarenta anos, pela Fundação José Augusto.

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Saudacao a Albanita Soares de Macedo

Written by Administrator On Sex, 04 de Setembro de 2015 18:14

ACADEMIA DE MEDICINA DO RN
Saudação a Albanita Soares de Macedo

A tarefa de saudar, pela Academia de Medicina, um novo membro que passa a integrar esta instituição a partir de agora, me engrandece de uma forma singular; e expressar as boas-vindas a uma colega da dimensão de ALBANITA LEITE SOARES DE MACEDO é honra, é prêmio, é desmesurada distinção, é um legítimo privilégio e sou convicto de que somente me encontro nesta situação por conta da magnanimidade da nova acadêmica. Seguindo a determinação da natureza humana, que impõe que as interpretações dos fatos se dão atendendo aos interesses pessoais, conscientes ou inconscientes, sinto que estou em vantagem perante a bem-vindaALBANITA, pois se o Criador me forjou infenso a vaidades e despido de orgulhos, concedeu-me a capacidade de sentir privilégios como este, que não sei descrever mais sinto transbordar do meu espírito. Dra. ALBANITA, o termo é exatamente privilégio, pois estou falando como representante de uma plêiade; aqui temos acadêmicos de respeitável produção científica e intensa atividade literária e, como sou certamente o menor dentre eles, a pouca estatura intelectual que carrego limita-me no cumprimento da incumbência de saudá-la à altura do seu valor pessoal, do seu nível intelectual, do seu cabedal científico, da sua capacidade técnica na medicina, da sua competência médico-assistencial e da sua qualidade como professora; a comunidade médica do nosso estado e as pessoas que receberam a graça do seu atendimento profissional reconhecem que as características e as aptidões aqui citadas se assestam em grau máximo na sua figura de mulher, de médica e de cidadã.

A Dra. ALBANITA nasceu, mora e trabalha em Natal, enriquecendo desde cedo a nossa capital através do seu pendor para o estudo, para o trabalho e para o ensino, atividades nas quais sempre destacou, mercê da sua brilhante inteligência, da sua capacidade laboral e do seu amor pela medicina. Gosta tanto de estudo e de saber que cursou contabilidade, depois odontologia e, em seguida medicina, sendo simplesmente a laureada nesse curso, que a lançou na profissão em que fez Residência, Mestrado e Doutorado e, principalmente, um nome respeitado, admirado e querido. A sua trajetória como professora estende-se do segundo grau a cursos de especialização acadêmica na área que escolheu para atuar profissionalmente.

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Ticiano Duarte

Written by Administrator On Sex, 04 de Setembro de 2015 16:52

Ivan Maciel de Andrade
Advogado

 

Você se mudou não apenas para longe de nós, mas para um lugar, feito de silêncios e mistérios, em que nossas palavras, nossos afetos, nossos gestos de saudade e despedida, não o alcançam mais. No entanto, que vontade obsessiva, pungente, inestancável de ouvir a sua voz, de ouvi-lo contar as histórias – sobre a política nacional e a do nosso Estado – que às vezes nem só você conhecia, mas somente você sabia contar. Nessas ocasiões, nos transformávamos em absortos e hipnotizados ouvintes, navegantes sem rumo à mercê de suas palavras, de suas expressões faciais, da sua teatral fabulação, do ouro do mais puro quilate verbal que você, com sua alquimia de “causeur”, extraía da ganga escura e espúria dos episódios políticos. Estávamos sempre, viciados à espera da próxima dose, na expectativa de novas histórias, das hilárias ou excêntricas peripécias que formam o anedotário sobre nossos costumes políticos, estaduais e nacionais.

Havia mais, entretanto. Você era um finíssimo, agudo observador e analista dos acontecimentos políticos. Sabia destrinchá-los com a perícia de um consciente e consciencioso dissecador da anatomia dos fatos e da fisiologia (ou do fisiologismo) dos protagonistas políticos. Eram sensibilidade, inteligência, percepção que o conduziam à observação e análise dos fenômenos políticos. Mas era também o amor às causas públicas, o engajamento nas lutas em favor da democracia, da liberdade de expressão, da legitimidade da representação popular, da restauração ética a que terão de ser submetidas eficazmente as instituições brasileiras. Além do mais, você sempre perfilhava os interesses das classes mais humildes, dos excluídos e marginalizados, por espírito de justiça e em decorrência de sua formação humanística, constituída por uma concepção ideológica de vanguarda, utópica, porém bela e por sentimentos de identificação com as vítimas das asquerosas desigualdades sociais e econômicas.

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Perfil de um amigo

Written by Administrator On Ter, 04 de Agosto de 2015 16:21

Ivan Maciel de Andrade
Advogado

 

O nome dele? José Jorge Maciel. Mas era chamado pelos amigos mais íntimos de Zé Maciel. Para estranhos, dr. José Maciel, médico radiologista, fundador do Instituto de Radiologia de Natal. Era um homem de boa estatura, muito bem parecido, irônico, com um grande círculo de amizades, tranquilo, mas dotado de uma coragem pessoal que o fazia enfrentar quaisquer desafios sem se intimidar. Foi, ainda moço, um dos fundadores do partido comunista no Estado. E nunca abjurou de suas convicções. Conversamos muitas vezes sobre política: suas opiniões eram sempre de crítica e condenação das desigualdades sociais, que se refletiam dolorosamente, dizia com conhecimento próprio, na área da saúde pública. Achava, no entanto, que nada poderia ser feito em nosso país de válido, nenhuma mudança se sustentaria, fracassariam quaisquer tentativas de implantação de políticas e programas de desenvolvimento econômico sem que fosse estancada a hemorragia que faz com que o dinheiro público escorra pelo ralo da corrupção. Entrou na política, foi eleito, certa vez, prefeito de Macaíba, a cidade onde nascera, contudo abandonou a vida pública, segundo afirmava, por absoluta incompatibilidade de princípios. Mas sem perder jamais o interesse pelos temas políticos.

Era meu tio, irmão de minha mãe, mas sobretudo um grande amigo que tive desde a minha adolescência. Nos fins de semana, bebemos muitas vezes, lá em casa ou na casa dele, um bom uísque puro – da forma que ele gostava – e, nessas ocasiões, eu ria muito com os seus comentários mordazes e espirituosos. Na verdade, sua irreverência pontuava os assuntos mais sérios. Sem prejuízo da capacidade de análise e avaliação da vida política nacional e de seus protagonistas, cuja característica principal, segundo ele, não era nem tanto a corrupção, mas a mediocridade que os tornava, em sua grande maioria, ridiculamente inadequados aos cargos e lideranças que exerciam.

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Comenda “Professor Onofre Lopes da Silva

Written by Administrator On Seg, 17 de Novembro de 2014 16:00

Sinto-me não somente honrado como também emocionado ao receber a Comenda “Professor Onofre Lopes da Silva” que me foi outorgada por esse egrégio Conselho Regional de Medicina. Essa Comenda não é apenas um prestigioso título honorífico. É bem mais do que isso. Representa a dignificante aprovação do órgão de classe à atividade do profissional que dedica sua vida ao exercício da Medicina pautando-se por critérios éticos, com zelo e compenetração e suas responsabilidades individuais e sociais.

Devo dizer que logo após a minha graduação em Medicina pela UFRN realizei estágios e cursos de pós-graduação, aprimorando meus conhecimentos em Radiologia – a especialização médica que escolhi – em instituições de renome nacional situadas no Rio de Janeiro como a Santa Casa da Misericórdia, a Pontifícia Universidade Católica, o Departamento de Hemodinâmica da Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência, o Serviço de Hemodinâmica do Hospital Aloysio de Castro e a Clínica Radiológica Luiz Filippe Mattozo. Além desses cursos e estágios, e mais importante do que todos eles, ouso afirmar, tive o privilégio de contar com a orientação experiente e com as lúcidas diretrizes deontológicas de meu pai, José Jorge Maciel, em cujo exemplo de vida procuro espelhar-me, embora sabendo o quanto é difícil a tarefa de igualá-lo em qualquer dos incomuns aspectos humanos e profissionais que o distinguiam e dignificavam.

Por sinal, transcorre neste mês de outubro o centenário de seu nascimento. É uma data, para mim, com forte, densa, inigualável conotação emocional. Sinto ainda a sua presença amiga e paternal inspirando os meus atos e as minhas atitudes, os meus projetos de vida e, principalmente, as minhas convicções mais íntimas e determinantes. A ele devo, em última análise, a crença na relevância humana da minha profissão. E, por isso mesmo, em razão dele é que firmei o propósito de conduzir adiante, expandindo-se, mas sempre fiel ao ideal que o originou, aquele que é o seu empreendimento maior – o Instituto de Radiologia de Natal. Acredito que assim agindo presto ao meu pai, simbolicamente, a homenagem mais significativa e duradoura ao alcance de minhas mãos e de minha sensibilidade.

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Vanguarda, tradicao e formacao

Written by Administrator On Sex, 22 de Agosto de 2014 16:49

Henrique Castriciano de Souza (1874-1947), norte-rio-grandense dos mais merecedores de glórias, viveu à frente do seu tempo, em especial nas letras, na cultura e na educação. Em 1909, embarcou em um navio na cidade do Recife, rumo à Europa, onde ficou por cerca de um ano. Permaneceu mais tempo na Suíça, a fim de ver de perto a educação feminina que lá florescia, as conhecidas Ecoles Ménagères, voltadas para o fortalecimento do núcleo familiar, por meio do ensino doméstico para meninas e moças. Dessa forma, melhor preparadas, as mulheres poderiam atuar nas reformas sociais, a partir das mudanças que, certamente, haveriam de ocorrer no âmbito dos lares e das famílias. Observador atento, homem culto, sensível às nobres causas, sabedor das tendências globais na área educacional, Castriciano levava consigo também a admiração que nutria por Nísia Floresta, notável norte-rio-grandense, uma das pioneiras no Brasil do movimento de emancipação feminina por meio da educação. De volta à sua terra, Henrique Castriciano criou a Liga de Ensino do Rio Grande do Norte, em 23 de julho de 1911, e a Liga, instituição mantenedora sem fins lucrativos, em 1º de setembro de 1914, criou a Escola Doméstica de Natal.

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Desembargador Joaquim Siqueira

Written by Administrator On Qua, 02 de Julho de 2014 16:47


Desembargador Joaquim H. Siqueira Cavalcanti
1857 - 1952

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Cortez Pereira Revisitado

Written by Administrator On Qui, 26 de Junho de 2014 16:14

Até hoje o Rio Grande do Norte ainda não prestou uma homenagem condigna à memória do ex-governador José Cortez Pereira de Araújo. São transcorrido dez anos do seu falecimento. Conheci-o ainda adolescente em Macaíba na casa do meu pai no entardecer dos anos cinquenta. Ambos, deputados estaduais, fazendeiros, criadores: um pessedista e outro udenista. Mas, a amizade pairava acima das divergências partidárias ocasionais. Cortez, cordial, ameno no trato, gostava e ria com os rompantes de Alfredo Mesquita, ferrenho adversário do governo Dinarte Mariz. Na Assembléia, certa vez, Mesquita contemplou o bloco udenista da Casa e, de pé, dedo em riste, comentou com Lauro Arruda: "Dessa bancada só quem presta é Cortez pereira!!" Eram os tempos agitados da litigância política franca e sem capitulação.

Cortez como homem público e cidadão, sabia ler o que estava escrito nas mais remotas estrelas. Representava um ponto de intersecção entre o idealista e o filósofo. Na constelação política daqueles anos foi um lutador quase solitário. Nas terras calcinadas pelas lutas do vermelho e do verde, sobreviveu com sofrimento as variações do tempo e dos homens. Desempenhei três cargos de auxiliar do seu governo criativo e desenvolvimentista. Exercitou também a solidão nos momentos tensos, densos e intensos da gestão pública, principalmente quando incompreendido em meio à alta voltagem dos curtos-circuitos acesos e trovejantes do Aluizismo e do Dinartismo.

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Centro Nautico Potengi

Written by Administrator On Qua, 11 de Junho de 2014 17:00

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Reconstituo, em imaginação, os espaços ensolarados, o perfil das casas humildes, a forma espectral das pessoas interioranas que povoam tranqüilas e displicentes, universo urbano da cidade de macaíba do tempo em que eu menino a conheci. Meu avô Olympio Jorge Maciel, é quase uma figura lendária par os meus olhos encantados. Acompanho com amor os movimentos do seu rosto em que há uma profunda sabedoria humana, uma doçura compreensiva de quem conhece as fraquezas do seu semelhante e está disposto a perdoar, uma segurança humilde, uma força moral sem ostentação ou prepotência. Um homem integro de palavra firme, de compromissos invioláveis, amigo dos amigos em quaisquer horas, predisposto ao sacrifício da solidariedade mais indobrável, insubornável, inabalável, na defesa de seus princípios e convicções. Vejo-o a me olhar e em seus olhos leio o segredo de todos os mistérios existenciais: a dedicação ao trabalho, a lealdade à família, a fé espiritual, a personalidade marcante, o caráter afirmativo, a capacidade, disfarçada pelo pudor, de querer bem e de fazer o bem instintamente, mesmo a possíveis inimigos gratuitos, apenas por respeito e por amor ao próximo. Haverá outro sentido para a vida além daquele que resulta da decisão de assumir um compromisso existencial de dignidade, de indisposição, de valorização complexa e contraditória e, no entanto, sagrada, criativa, grandiosa condição humana? Leia mais...

 Natal/RN - Brasil,