Instituto José Maciel

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Luiz da Camara Cascudo

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Câmara Cascudo e Monsenhor Walfredo Gurgel

 

Lancamento do livro de Anna Cascudo

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Olimpio, Neide Maciel e Anna Cascudo

 

Inauguracao

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Dom Marcolino Dantas e Dr. Américo de Oliveira Costa


Câmara Cascudo e Dr. Américo de Oliveira Costa

 

Luis da Camara Cascudo

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Luís da Câmara Cascudo
(Natal, 30.12.1898 – Natal, 30.07.1986)

Escritor, professor,
mestre em história,
sociologia, etnografia,
folclore, historiador
de Natal, um dos
fundadores da ANL.

No seu centenário passou a ser nome da avenida onde morou 47 anos. Patrono do Museu e Instituto de Antropologia da UFRN, na Biblioteca Pública do Estado; Memorial na Cidade Alta; foi homenageado com selo e moeda brasileira e é prêmio literário da PMN.

Sua infância foi marcada por fatos singulares. Batizou-o o Padre João Maria, “o santo de Natal”, sendo seus padrinhos o ex-governador Ferreira Chaves e sua esposa D. Alexandrina. Morando na Rua das Virgens, Bairro da Ribeira, embalou-o ao colo, certo dia, a poetisa Alta de Souza, amiga de sua mãe, e o jovem Cascudinho desfilou no carnaval em um carro alegórico do poeta Ferreira Itajubá. O cantador Fabião das Queimadas era hóspede habitué de seu pai, Francisco Cascudo, o ex-coronel do Batalhão de Segurança, que deixara a vida militar para enriquecer no comércio. Henrique Castriciano, secretário de Estado, poeta, jornalista, fundador da Escola Doméstica de Natal, foi um grande amigo e orientador cultural do adolescente Cascudo.

Único sobrevivente de uma família de quatro irmãos, os outros três vitimados ainda na primeira infância pela difteria (crupe), Cascudo foi uma criança muito enclausurada, os pais resguardando-o de tudo que representasse perigo à sua saúde. Depois de algumas viagens a passeio pelo interior do Rio Grande do Norte e da Paraíba, Cascudo passa a morar na Vila Amélia, entre as ruas Apodí e Jundiaí e as avenidas Campos Sales e Rodrigues Alves, Natal. Em 1918, ingressou no jornalismo, como redator e diretor “A Imprensa”, jornal fundado pelo seu pai em 1914 e que duraria até 1927. Em 1918 resolve estudar medicina e viaja para a Bahia, onde ficaria até 1921, quando retorna de vez a Natal, porque os negócios do pai já não iam bem e o futuro médico não conseguiria ser um analista com laboratório, como planejara. Passa então a lecionar em colégios e cursos particulares da capital.

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