Instituto José Maciel

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Monsenhor Walfredo Gurgel

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João Bianor Bezerra, Gov. Walfredo Gurgel, Dr. Paulo Viveiros e Sr. Alcides Araújo

 

Newton Navarro e Luis da Camara Cascudo

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Centenário de Noilde Ramalho

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Em um dos seus famosos Sermões, Padre Antonio Vieira (1608-1697) escreveu:  “Morrer de muitos anos, e viver de muitos anos, não é a mesma coisa.  Ordinariamente, os homens morrem de muitos anos, e vivem poucos.  Por quê? Porque nem todos os anos que se passam se vivem:  uma coisa é contar os anos, outra vivê-los; uma coisa é viver, outra durar.  (...) Enquanto agimos racionalmente, vivemos; o demais tempo, duramos.”  Quanta sabedoria existe nessas palavras do Padre Vieira, escritas cerca de quase quatro séculos atrás, mas que são atemporais.  A vida de Noilde Pessoa Ramalho foi não somente longeva – 90 anos – mas foi, sobretudo, vivida intensamente, incansavelmente, tendo como guias a fé em Deus e o amor à Educação.

Nasceu em Nova Cruz-RN, a 19 de julho de 1920, e faleceu em São Francisco do Sul-SC, em 25 de dezembro de 2010. Com a idade de 15 anos, veio da cidade onde nasceu para ser aluna interna da Escola Doméstica de Natal.  Após concluir o curso, em 1940, passou logo às funções de professora, até 1945, quando recebeu convite do Presidente da Liga de Ensino do RN, Dr. Varela Santiago, para assumir a Direção da ED, função que exerceu por 65 anos.  Foi uma missão grandiosa em tempo e nas incontáveis realizações, a maior parte no campo educacional.  Projetou a ED no âmbito nacional e criou uma escola mista, o Complexo Educacional Henrique Castriciano, em 1987, ambas mantidas pela Liga de Ensino do RN.  Da sua inspiração de educadora integral, nasceu a ideia de criação, também pela Liga de Ensino, da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do RN – FARN, instalada em 1999, transformada no Centro Universitário do RN – UNI-RN, unidades de ensino sob o manto da qualidade acadêmica.

Em 2004, lancei o livro Noilde Ramalho – Uma História de Amor à Educação, com 565 páginas, biografia dessa figura humana singular e inesquecível.  Nesse livro, constam depoimentos de algumas pessoas ilustres da terra, as quais conheciam a história da vida da querida educadora.  No transcurso do centenário de Noilde Ramalho, trago aqui trechos colhidos de quatro desses depoimentos, cujos autores também já partiram para a eternidade.  Na “orelha” do livro, o registro do escritor, poeta e pintor Dorian Gray Caldas:  “A Professora Noilde Ramalho é referência nacional.  Méritos todos. Reconhecida por mais de uma geração; elegância e cultura, discernimento, doação.  Assim é este livro, harpa sensível, harmoniosa, solidária, som e luz, encantamento.” O Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales escreveu:  “Há pessoas, como Noilde Ramalho, que avançam em idade e em virtudes.” A escritora Ana Maria Cascudo Barreto assim se expressou:  “Noilde é personagem permanente na minha galeria emocional.  Seu porte de rainha é suavizado pelas flores perfumadas da ternura, recolhidas daqueles a quem dedicou atenção profunda e diária.” De Vingt-Rosado e América Rosado, escritores:  “Singular personalidade, Noilde Pessoa Ramalho, na ótica dos autores, é a maior mulher do Rio Grande do Norte, depois de Nízia Floresta.”
Em face das limitações decorrentes da Covid 19, a Liga de Ensino do RN, sob a digna presidência do Dr. Manoel de Medeiros Brito, adiou as celebrações alusivas ao Centenário da professora Noilde Pessoa Ramalho, mas espera realizá-las ainda em 2020.
Daladier Pessoa Cunha Lima - Reitor do UNI-RN
 

PAULO MACEDO - DA ARTE DE FALAR BEM

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Certa figura do socialite potiguar, muito orgulhoso da sua ascendência, da singular estirpe que lhe emprestava o pomposo nome composto, informava a Paulo Macedo que os seus ancestrais desde há cento e cinqüenta anos participavam da vida sócio-política e econômica do Rio Grande do Norte. Relatava esse fato na expectativa de que o colunista noticiasse essa invejável marca histórica em favor de tão ilustre família.

Paulo ouviu o relato atentamente, como é da sua natureza e, quando o interlocutor fez-se mudo para aguardar as palavras elogiosas do jornalista, ouviu, de fato, outra revelação – a de que os fenícios, ancestrais do colunista, cujo pai é sírio, tiveram origem há cinco mil anos.

O meu então companheiro de Rotary, transmitiu a desconcertante notícia sem afetação nem malícia, apenas registrando com naturalidade a ancianidade da sua linha de sucessão. O quase-nobre engoliu a bebida e a lição de humildade e mudou de assunto.

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 Natal/RN - Brasil,