Instituto José Maciel

Conteudo

Depoimentos

Estatísticas do Site

Membros : 28611
Conteúdo : 651
Links da Web : 6
Visualizações de Conteúdo : 994053

Pessoas Online

Nós temos 14 visitantes online

Monsenhor Ernesto da Silva Espínola

E-mail Imprimir PDF
Monsenhor Ernesto da Silva Espínola, nasceu na cidade de Acari, aos 07 de novembro de 1927, filho de Manoel Antônio da Silva Espínola e Rita Maria da Conceição. Foi batizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia do Acari a 25 de dezembro do mesmo ano, pelo Padre Luiz Wanderley, então Vigário do Acari. Foram seus padrinhos de Batismo: Francisco Honorato e Maria da Conceição.

Desde os 07 anos que desejava ser Padre e dizia a seu pai, que respondia: “você já viu filho de pobre ser padre?”, ingressou na Congregação Mariana. Menino pobre estudava na escola da Congregação. Ajudava nas Missas celebradas pelo Cônego Ambrósio Silva, Vigário do Acari. Certo dia, quando estava de joelhos a rezar na Igreja Matriz, o Sr. João Batista e Silva, conhecido por Seu Joãozinho sabendo do seu interesse em seguir a Vida Sacerdotal, perguntou se ele queria ser Padre. Prontamente o menino respondeu que sim.

Passou então a estudar no Grupo Escolar Tomaz de Araújo, para concluir o curso primário. Com muitas dificuldades ingressou no Seminário São Pedro, em Natal no dia 04 de fevereiro de 1944, cujo Reitor era o Padre José Adelino Dantas, que depois seria o segundo Bispo de Caicó. Em Natal fez o curso colegial no Seminário até 1949. Em seguida foi para o Seminário de João Pessoa na Paraíba, onde permaneceu aí até 1955, quando concluiu o curso preparatório ao Sacerdócio.

Os pais do Monsenhor Ernesto eram pobres, muitas vezes sua mãe saia pelas cidades vizinhas pedindo auxílio para as despesas do filho no Seminário. No dia 04 de dezembro de 1955, foi Ordenado Sacerdote por Dom José Adelino Dantas, segundo Bispo da Diocese de Caicó, em Celebração Eucarística e Solene, na Matriz de Nossa Senhora da Guia do Acari, onde também Celebrou a sua Primeira Missa no dia 08 de dezembro. De dezembro de 1955 a abril de 1958, Monsenhor Ernesto atuou em quase toda a Diocese de Caicó.
Logo em seguida a sua Ordenação em 1955, foi Vigário Cooperador de Santana de Currais Novos. Do final de dezembro de 1955 a fevereiro de 1956, esteve como Vigário Substituto da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó. Em 1956, foi Vigário Cooperador da Paróquia de Santana da Catedral de Caicó.
Leia mais...
 

Padre Manoel da Nóbrega, um dos primeiros civilizadores desta terra

E-mail Imprimir PDF
O Padre Manoel da Nóbrega, um dos primeiros civilizadores desta terra, representa papel muito importante na sociedade brasileira e exerceu tanta influência que seu nome será sempre lembrado. Sua fama era geral em todo o Brasil e também aos sertões do Paraguai chegou a fama de seus trabalhos, das suas virtudes.
Todos sabem o que fez em prol da terra que se rasgava aos olhos; e o movimento que imprimiu no Brasil entre os dois povos, o civilizado e o inculto, o invasor e o indígena, foi decerto superior a do Padre José de Anchieta, ainda que este falasse corretamente a língua dos índios, o que não alcançou Nóbrega, provavelmente pelo defeito natural que tinha (gagueira). Mas, apesar de gago, com a sua palavra soube conquistar portugueses e brasileiros (Brasis). Tinha o coração generoso, era verdadeiro amigo da Humanidade. Desbastou a terra, ganhou-lhe amor, não temia o encontro de milhares de índios, falando-lhes com toda a energia e desassombro por meio de intérpretes.

CARTAS DE MANOEL DA NÓBREGA
Nas cartas de Nóbrega encontram-se elementos muito interessantes para a história do povo brasileiro, sob diversos pontos de vista. Entre os fatos que mais prendem a atenção pode-se destacar: a luta aguerrida entre cristãos e índios, o ódio dos cristãos e as calamidades que cometiam contra os índios, o desamor dos povoadores à terra, a guerra que sofriam os Jesuítas dos sacerdotes, que "tinham mais ofícios de demônios que de clérigos. Destaca-se ainda: a prejudicial população de degredados, a falta de mulheres brancas que eram tão desejadas "que quaisquer farão muito bem à terra". "ainda que fossem erradas porque casarão todas mui bem, contando que não sejam tais que de todo tenham perdido a vergonha, a Deus e ao mundo."
Quanto aos moradores não quererem bem a terra e que só desejavam ordenados do Estado ( ! ) e tudo usufruíam: "De quantos lá vieram nenhum tem amor a esta terra: todos querem fazer o que fazem em seu proveito; ainda que seja à custa da terra porque esperam poder ir embora." "... Não querem bem à terra pois tem sua afeição em Portugal; nem trabalham tanto para favorecer, mas para se aproveitar de qualquer maneira que puderem."
Pelo testemunho de Nóbrega vê-se que os índios eram dóceis, mostravam grande desejo de aprender, se relacionar com os brancos, e que eram "papel branco", para se escrever a vontade "as virtudes mais necessárias". Também não deixam de ser curiosas as perguntas que os índios muitas vezes faziam a Nóbrega sobre Deus, pois queriam saber se Deus tinha cabeça, mulher e se comia e com o que se vestia, e outras coisas semelhantes...
Leia mais...
 

Mártires de Cunhaú e Uruaçú

E-mail Imprimir PDF

Biografias

Padre André de Soveral
O sacerdote é um dos dois brasileiros incluídos na lista para a beatificação. Nasceu em São Vicente, litoral paulsita, em 1572. Como missionário jesuíta catequizou os índios no Nordeste do Brasil. Depois, já no Clero diocesano, foi pároco de Cunhaú, onde foi morto durante a missa com mais 69 fiéis.

Domingos de Carvalho
Além do padre André de Soveral, é o único dos fiéis mortos em Cunháu, identificado com segurança. Não há informações sobre seus afazeres, mas no corpo foram encontradas moedas de ouro, sinal de que devia ser algum mercado próspero. Há dúvidas se foi morto na capela ou na casa do engenho.

Padre Ambrósio Francisco Ferro
Português dos Açores, foi nomeado vigário do Rio Grande em 1636. Refugiou-se na Fortaleza dos Reis Magos (Castelo de Keulen), após o massacre de Cunháu, junto com mais cinco principais da cidade. Foi levado para a morte em Uruaçu.

Antônio Vilela Cid
Fidalgo, nascido em Castela, Espanha, veio para o Rio Grande em 1613 para assumir por ordens do rei Felipe II o cargo de capitão-mor. Nâo se sabe porque não exerceu a função, mas em 1620 era juiz ordinário em Natal. Casou com Dona Inês Duarte, irmão do padre Ambrósio Francisco Ferro. Acusado pelo chefe Janduí de ter sido cúmplice na morte de um holandês, na capitania do Ceará, foi preso no Castelo de Keulen por suspeita de conspiração.

Leia mais...
 

Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas

E-mail Imprimir PDF
A Arquidiocese de Natal pode ser analisada como uma Igreja particular que teve em dom Marcolino Dantas, o seu 4º Bispo, (1929-1967), o marco divisório entre antes e depois do seu longo governo de 38 anos. A esmeralda formação do clero deu a Dom Marcolino o galardão de Grande Bispo de Natal. Ordenou cerca de quarenta padres, entre eles o padre José Adelino Dantas, que logo foi escolhido para Reitor do Seminário, onde desenvolveu o seu grande carisma de formador, o que fez de Natal a forja de personalidades de escola, muitas das quais foram escolhidos para o episcopado. O próprio Pe. José Adelino foi nomeado bispo. Dom Marcolino não alimentava pretensões pessoais, mas sabia abrir espaço para a fulguração do luminares do seu clero. Construiu o prédio do Seminário de São Pedro, o Dispensário Sinfrônio Barreto, o Santuário de Santa Teresinha, lançou a pedra fundamental da nova Catedral, restaurou o jornal diocesano e criou onze paróquias. Em 1945 comemorou solenemente o Tricentenário do Morticínio de Cunhaú e Uruaçu e, em 1953, Bi-centenário da aparição da imagem de Nossa Senhora do Rosário, no Rio Potengi. Incentivou a realização de Congressos Eucarísticos Paroquiais, como o de Canguaretama, de Currais Novos e de São José de Mipibu. No decorrer deste último, ele ordenou um filho da terra, o mipibuense Manuel Tavares de Araújo, que, depois, foi sagrado bispo. No seu governo foram criadas as dioceses de Mossoró e de Caicó. Em 1952 foi criada a Arquidiocese de Natal, que como sede metropolitana, teve por sufragâneas as duas dioceses do Estado.

Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas, nascido em 22 de Janeiro de 1888, em Inhambupe BA, 4º Bispo de Natal, RN em 1929. 1º Arcebispo de Natal, a 1º de Março de 1952.

 
 Natal/RN - Brasil,