Instituto José Maciel

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Honras a Ernani Rosado

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A morte de um amigo sempre desperta uma amarga emoção de perda. À medida que a idade avança, o ser humano sente aumentar a lista de pessoas ligadas pelo afeto e pelo bem-querer que partiram para a eterna viagem. Mesmo com a repetição desses eventos tristes, ao longo do tempo, mesmo com a lembrança das palavras do Eclesiastes, quando diz haver tempo de nascer e tempo de morrer, a sensação de desalento é inevitável, face à perda de alguém da nossa afeição. É o caso da morte recente do colega e amigo Ernani Rosado. Todos os seus muitos amigos, solidários à profunda dor da família, com certeza viveram e ainda vivem o choque da notícia inelutável, já envoltos na saudade de um convívio fraterno, ameno, inteligente e afável, que a sua presença era capaz de despertar. E os seus clientes, aqueles que tiveram a vida prolongada graças aos seus sábios cuidados médicos, graças aos seus precisos e hábeis manejos de um bisturi? E os seus ex-alunos, aqueles que receberam lições de um verdadeiro mestre da medicina, não somente no âmbito da ciência, mas também nos ditames da arte e do humanismo? Estão todos abalados, no lamento sincero nascido da estima, do respeito e da gratidão.

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Dinarte de Medeiros Mariz

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Dinarte de Medeiros Mariz (Serra Negra do Norte, 23 de agosto de 1903 — Brasília, 9 de julho de 1984), foi um comerciante e político brasileiro que governou o Rio Grande do Norte entre 1956 e 1961 e influenciou a política local por mais de meio século.
 
Breve Biografia

Filho de Manoel Mariz Filho e Maria Cândida de Medeiros Mariz, Dinarte Mariz foi delegado de polícia em sua cidade natal, trabalhou ainda como agropecuarista e se estabeleceu comerciante de algodão em Caicó onde tomou partido em favor da Aliança Liberal que tinha Getúlio Vargas e João Pessoa como candidatos a presidente e a vice-presidente nas eleições de 1930.

Derrotados pela tradicional aliança entre paulistas e mineiros na tradicional política do café-com-leite e com a conseqüente eleição de Júlio Prestes para a Presidência da República, os liberais refluíram e foram alijados do processo político até que, com o assassinato de João Pessoa em 26 de julho daquele ano catalisou todos os opositores do governo federal na chamada Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder.

Como reflexo desse evento Dinarte Mariz foi escolhido prefeito de Caicó em 1930, cargo do qual se afastou após dois anos em face de seu apoio ao Movimento Constitucionalista de 1932, o que lhe valeu três prisões no Rio de Janeiro. De volta ao seu estado natal fundou o jornal A Razão e foi um dos fundadores do Partido Popular ao tempo em que prosperavam seus negócios com o algodão. Durante a Intentona Comunista iniciada em Natal à 23 de novembro de 1935, Mariz foi um dos que comandaram a repressão ao levante, recusando-se, contudo, a retornar ao meio político devido a sua oposição ao Estado Novo.

Em 1945 Dinarte Mariz ingressou na União Democrática Nacional (UDN) e nesse mesmo ano foi derrotado na disputa por uma cadeira de senador, fato que se repetiria em 1950. Persistente, teve êxito em 1954 e em 1955 foi eleito governador do Rio Grande do Norte. Durante seu governo foi criada a Universidade do Rio Grande do Norte. Na acomodação das forças políticas que se seguiram, Mariz sofreu uma derrota em 1960 quando o seu candidato a governador foi derrotado por Aluizio Alves, seu outrora aliado. Em 1962 foi eleito para o segundo mandato de senador e apoiou a deposição de João Goulart e a instauração do Regime Militar de 1964 ingressando depois na ARENA sendo reeleito senador em 1970 e reconduzido ao cargo pela via indireta em 1978 por força do Pacote de Abril baixado no ano anterior. Com a reforma partidária decretada em fins de 1979 filiou-se ao PDS embora tenha sido árduo defensor do bipartidarismo e tenha apresentado restrições a Lei da Anistia.

Após sua morte sua cadeira foi ocupada pelo primeiro suplente Moacir Duarte.
 

Períodos Legislativos da Quinta República - 1979-1983


    Dinarte de Medeiros Mariz
    Nascimento: 23/8/1903
    Natural de: Serra Negra   - RN
    Filiação: Manoel Mariz Filho
                 e  Maria Cândida de Medeiros Mariz
    Falecimento: 9/7/1984

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O Porto de Macaiba

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Ali por metade do século passado, chegou às margens do Jundiahy, um pernambucano corajoso e empreendedor, a quem a precariedade dos negócios na cidade de Goyanna, obrigou a emigrar em busca de terra mais propícia. Essa terra foi o Arrayal de Coité, por ele fundado na margem esquerda daquele rio, cuja crescente prosperidade elevou-o a categoria de vila, já então com o nome de Macahyba, actualmente a velha cidade despojada de uma situação opulenta no comércio e na política.

Esse pernambucano foi o major Fabrício Gomes Pedroza. Na escolha daquele local há a considerar a visão do homem inculto, mas seguro na sua intuição. Não foi a esmo que ele se fixou naquele ponto. Antes de o fazer considerou as condições de distância do sertão, salubridade do logar, suprimento de água potável, via de comunicação constante e barata, sem o que sua corajosa iniciativa não poderia ter êxito.

Fixar-se em Natal, seria distanciar-se do interior longínquo, cidade aquele tempo de acesso penoso por via terrestre, devido ao extenso areial inacessível aos comboios que transportavam os pesados produtos da lavoura sertaneja.

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Eloy Castriciano de Souza

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Períodos Legislativos da Segunda República - 1934-1937


    Eloy Castriciano de Souza
    Nascimento: 4/3/1873
    Natural de: Recife   - PE
    Filiação: Eloy Castriciano de Souza
                 e  Henriqueta Leopoldina Rodrigues
    Falecimento: 7/10/1959


   Histórico Acadêmico
     Secundário     Instituto Acadêmico
     Direito     Faculdade de Direito

   Cargos Públicos

     Delegado de Polícia em Macaíba     
     Diretor da Imprensa Oficial do Estado     
     Presidente do Conselho Consultivo do Estado     
     Diretor da Caixa Econômica Federal     

   Profissões
     Jornalista
     Servidor Público

   Mandatos
     Deputado Estadual  -       1895 a 1897
     Deputado Federal  -       1897 a 1899
     Deputado Federal  -       1900 a 1911
     Deputado Federal  -       1912 a 1914
     Senador  -       1914 a 1921
     Deputado Federal  -       1927 a 1930
     Senador  -       1921 a 1927
     Senador  -       1935 a 1937



   Trabalhos Publicados
     - Getúlio Vargas e o Estado Nacional.
     - Calvário das Secas.
     - Costumes Locais.
     - Conferências: Almas e Poesia do litoral do Nordeste (1930).
     - Cartas de um sertanejo, com o pseudônimo de Jacinto Canela de Ferro.
     - Biografia de Tobias Barreto, Jornalista e Historiador. Tip. do Jornal do Comércio, Rio de Janeiro, 1942.
     - A Habitação no Rio Grande do Norte em \'A República\' e na Revista \'Bando\'.
     - Artigos: a Assistência dos Retirantes dentro e fora das Zonas Flageladas pela seca (1909);
     - Um Problema Social; Irrigação na Economia do Nordeste (1916);
     - A Política Financeira e as Caixas Econômicas.
     - Memórias (Inéditas), publicada pela fundação José Augusto em 1975. Natal - RN.
 
 Natal/RN - Brasil,